Viemos Contar A História
De Um Maestro Cheio De Glória
Carlos Gomes
O Nome Do Brasil Elevou
Nasceu Na Cidade De Campinas
Aluno Do Seu Genitor
Regente De Orquestra E Grande Compositor
Partiu Para A Europa
Com O Apoio De Pedro Segundo
Empolgou No Estrangeiro
Tornando-Se Famoso Em Todo O Mundo
A Noite Do Castelo, O Escravo, O Guarani…
Sinfonias Belas
As Mais Lindas Que Eu Ouvi
compositor: Martinho da Vila
Se Um Dia Na Orgia Me Chamassem
Com Saudades Perguntassem
Por Onde Anda Noel
Com Toda Minha Fé Responderia
Vaga Na Noite E No Dia
Vive Na Terra E No Céu
Seus Sambas Muito Curti
Com A Cabeça Ao Léu
Sua Presença Senti
No Ar De Vila Isabel
Com O Sedutor Não Bebi
Nem Fui Com Ele Ao Bordel
Mas Sei Que Está Presente
Com A Gente Neste Laurel
Veio Ao Planeta Com Os Auspícios De Um Cometa
Naquele Ano Da Revolta Da Chibata
A Sua Vida Foi De Notas Musicais
Seus Lindos Sambas Animavam Carnavais
Brincava Em Blocos Com Boêmios E Mulatas
Subia Morros Sem Preconceitos Sociais
Foi Um Grande Chororô
Quando O Gênio Descansou
Todo O Samba Lamentou
Ô Ô Ô
Que Enorme Dissabor
Foi-Se O Nosso Professor
A Lindaura Soluçou
E A Dama Do Cabaré Não Dançou
Fez A Passagem Pro Espaço Sideral
Mas Está Vivo Neste Nosso Carnaval
Também Presentes Cartola, Aracy e Os Tangarás
Lamartine, Ismael, E Outros Mais
E A Fantasia Que Se Usa
Pra Sambar Com O Menestrel
Tem A Energia Da Nossa Vila Isabel
Alô Noel…
compositor: Martinho da Vila
Aprendeu-Se A Liberdade
Combatendo Em Guararapes
Entre Flechas E Tacapes
Facas, Fuzis E Canhões
Brasileiros Irmanados
Sem Senhores, Sem Senzala
E A Senhora Dos Prazeres
Transformando Pedra Em Bala
Bom Nassau Já Foi Embora
Fez-Se A Revolução
E A Festa Da Pitomba É A Reconstituição
Jangadas Ao Mar
Pra Buscar Lagosta
Pra Levar Pra Festa
Em Jaboatão
Vamos Preparar
Lindos Mamulengos
Pra Comemorar A Libertação
E Lá Vem Maracatu, Bumba-Meu-Boi, Vaquejada
Cantorias E Fandangos
Maculelê, Marujada
Cirandeiro, Cirandeiro
Sua Hora É Chegada
Vem cantar esta Ciranda
Pois A Roda Está Formada
Cirandeiro
Cirandeiro, Ó
A Pedra Do Seu Anel
Brilha Mais Do Que O Sol
Sonho De Um Sonho
Martinho Da Vila / Rodolpho / Tião Graúna
Sonhei
Que Estava Sonhando Um Sonho Sonhado
O Sonho De Um Sonho
Magnetizado
As Mentes Abertas
Sem Bicos Calados
Juventude Alerta
Os Seres Alados
Sonho Meu
Eu Sonhava Que Sonhava
Sonhei
Que Eu Era O Rei Que Reinava Como Um Ser Comum
Era Um Por Milhares, Milhares Por Um
Como Livres Raios Riscando Os Espaços
Transando O Universo
Limpando Os Mormaços
Ai, De Mim Que Mal Sonhava
Na Limpidez Do Espelho Só Vi Coisas Limpas
Como A Lua Redonda Brilhando Nas Grimpas
Um Sorriso Sem Fúria, Entre Réu E Juiz
A Clemência, A Ternura Puro Amor Na Clausura
A Prisão Sem Tortura, Inocência Feliz
Ai, Meu Deus
Falso Sonho Que Eu Sonhava
Ai, De Mim
Eu Sonhei Que Não Sonhava
Mas sonhei
compositores: Martinho da Vila / Martinho da Vila – Rodolpho – Tião Graúna
participação: Beth Carvalho
Avante Vila Isabel! Vai Afirmar
Que Quando Há União Dá Pra Chegar
No Céu Azul De Quem Quer O Só Voar
Nos Sonhos Possíveis De Se Realizar
Deus Te Abençoe, Ó Grande América!
O Teu Novo Mundo Só Quer Amor E Paz
Pra Ser Paraíso De Quem Trabalha E Faz
Mistura Homogenia Que Satisfaz
Com As Graças Da Velha Mamãe África
Tempero Sabor E Cor Nas Relações
Bailando No Ritmo E Na Mágica
Dos Sons Das Ruas E Dos Salões
Simon Bolívar Foi Um Bamba
Com Rumba, Candombe, Com Tango E Samba
Preconizamos Seu Ideal
Simom Bolívar Foi Um Bamba Magistral
Com Rumba, Candombe, Com Tango E Samba
Preconizamos Seu Ideal
Soy Loco, Louco Por Ti E Falo Em Portunhol
Bom Vinho Nos Faz Sorrir
Amando A Lua E O Sol
Cantando A Latinidade, Clamor De Fraternidade
Eis O Nosso Sonho De Carnaval
A Grande Paixão
Que Foi Inspiração
Do Poeta É O Enredo
Que Emociona A Velha Guarda
Lá Na Comissão De Frente
Como A Diretoria
Glória A Quem Trabalha O Ano Inteiro Em Mutirão
São Escultores, São Pintores, Bordadeiras
São Carpinteiros, Vidraceiros, Costureiras
Figurinista, Desenhista E Artesão
Gente Empenhada Em Construir A Ilusão
E Que Tem Sonhos Como A Velha Baiana
Que Foi Passista
Brincou Em Ala
Dizem Que Foi O Grande Amor De Um Mestre-Sala
O Sambista É Um Artista
E O Nosso Tom É O Diretor De Harmonia
Os Foliões São Embalados
Pelo Pessoal Da Bateria
Sonho De Rei, De Pirata E Jardineira
Pra Tudo Se Acabar Na Quarta-Feira
Mas A Quaresma Lá No Morro É Colorida
Com Fantasias Já Usadas Na Avenida
Que São Cortinas, Que São Bandeiras
Razões Pra Vida Tão Real Da Quarta-Feira
compositores: Martinho da Vila – Luiz Carlos da Vila
A Vila Isabel
Incorporada De Maíra
Se Transforma Em Deus Supremo
Dos Povos De Raiz
Da Terra Caiapó
O Deus Morava Nas Montanhas
E Fez Filhos Do Chão
Mas Só Deu Vida Para Um
No Templo De Maíra, Sete Deusas De Pedra
Mas Vida Só Para Uma
Destinada Arapiá
Querubim Tapixí
Guardava A Deusa Para Ele
Que Sonhava Conhecer A Natureza
Então Ele Fugiu Da Serra
Buscando Emoções
E Se Encontrou Coma Mãe Dos Peixes, Numiá
Por Ela Arapiá Sentiu Paixão
E Quatro Filhos Numiá Gerou
Verão, Calor E Luz
Outono, Muita Fartura
Inverno, Beleza Fria
Primavera, Cores E Flores
Para Enfeitar O Paraíso
Mas Eclodiu A Luta Entre Os Dois Amantes
Pelo Poder Universal
Vovó Maíra Interferiu Na Luta
E Atirou Os Dois Pro Ar
Pra Lá No Céu Jamais Poderem Se Envolver
Arapiá, Guaraci Bola De Fogo
E Numiá É Jaci Bola De Prata
E Fez Dos Quatro Netos Governantes Magistrais
Surgindo Assim As Estações Do Ano
Tribo Dos Carajás
Noite De Lua Cheia
Aruanã!
Menina Moça É Quem Manda Na Aldeia
A Tribo Dança E O Grande Chefe Pensa Em Sua Gente
Que Era Dona Deste Imenso Continente
Onde Sonhou Sempre Viver Da Natureza
Respeitando O Céu
Respirando O Ar
Pescando Nos Rios
E Com Medo Do Mar
Estranhamente O Homem Branco Chegou
Pra Destruir, Pra Construir, Pra Desbravar
E O Índio Cantou
O Seu Canto De Guerra
Não Se Escravizou
Mas Está Sumindo Da Face Da Terra
Aruanã! Aruanã Açu
É A Grande Festa
De Um Povo Do Alto-Xingú
Destruir, Construir, Pra Desbravar
E O Índio Cantou
O Seu Canto De Guerra
Não Se Escravizou
Mas Está Sumindo Da Face Da Terra
Aruanã! Aruanã Açu
É A Grande Festa
De Um Povo Do Alto-Xingú
compositores: Martinho Da Vila – Ovídio Bessa – Azo / Martinho da Vila
part. Maíra Freitas
Fantasia
Deusa Dos Sonhos Esteja Presente
Nos Devaneios De Um Inocente
Ó Soberana Das Fascinações
Põe Os Seres Do Seu Reino Encantado
Desfilando Para O Povo Deslumbrado
Num Carnaval De Ilusões
Na Doce Pausa
Dos Folguedos Infantis
Repousam A Bola
E A Bonequinha Querida
No Turbilhão Do Carrossel
Da Alegre Vida
Morfeu Embala A Criança Tão Feliz
Que Num Sonho Encantador
Viaja Ao Mundo Da Fabulação
Terra Da Riqueza
E Do Fulgor
De Tanta Beleza
E Do Esplendor
Guiadas Pela Fada Ilusão
Se Juntam Lendárias Figuras
Personagens De Leituras
Revividos Na Memória
Que Ajusta ao Ao Imperfeio
A Perfeição Dos Conceitos
De Deleitosas Histórias
Neste Clima Extasiante
O Cortejo Deslumbrante
Tudo Envolve Ao Despertar
E Ao Mundo De Verdade
Sem Saber A Realidade
Retorna O Petiz A Cantar
Ciranda, Cirandinha
Vamos Todos Cirandar
Vamos Dar A Meia Volta
Volta E Meia Vamos Dar
Meu Deus
O Grande Criador Adoeceu
Porque A Sua Geração Já Se Perdeu
Quando Acaba A Criação
Desaparece O Criador
Pra Salvar A Geração
Só Esperança E Muito Amor
Então Foram Abertos Os Caminhos
E A Inocência Entrou No Templo Da Criação
Lá Os Guias Protetores Do Planeta
Colocaram O Futuro Em Suas Mãos
E Através Dos Orixás Se Encontraram
Com O Deus Dos Deuses – Olorum
E Viram
Viram Como Foi Criado O Mundo
Se Encantaram Com A Mãe Natureza
Descobrindo O Próprio Corpo Compreenderam
Que A Função Do Homem É Evoluir
Conheceram Os Valores Do Trabalho E Do Amor
E A Importância Da Justiça
Sete Águas Revelaram Em Sete Cores
Que A Beleza É A Missão De Todo Artista
Gbala É Resgatar, Salvar
E A Criança E A Esperança De Oxalá
Gbala, Resgatar, Salvar
A Criança É A Esperança De Oxalá
Vamos Sonhar
compositores: Martinho da Vila – Gemeu / Martinho Da Vila
Part. Mart’nália, Analimar e Martinho Tonho
Um Grande Escritor Do Meu País
Está Sendo Homenageado
Joaquim Maria Machado De Assis
Romancista Consagrado
Nascido Em 1839
Lá No Morro Do Livramento
A Sua Lembrança Nos Comove
Seu Nome Jamais Cairá No Esquecimento
Lará…
Já Faz Tantos Anos Faleceu
O Filho De Uma Humilde Lavadeira
Que No Cenário Das Letras Escreveu
O Nome Da Literatura Brasileira
De Dom Casmurro Foi Autor
Da Academia De Letras
Foi Sócio Fundador
Depois Ocupou A Presidência
Tendo Demonstrado Grande Competência
Ele Foi O Literato-Mor
Suas Obras Lhe Deram Reputação
Quincas Borba, Esaú E Jacó
A Mão E A Luva,A Ressurreição
Ele Tinha Inspiração Absoluta
Escrevia Com Singeleza E Graça
Foi Sempre Uma Figura Impoluta
De Caráter Sem Jaça
compositor: Martinho da Vila
No Doce Embalo De Um Sonho Risonho Eu Fui Me Encontrar
No Ponto Cem Réis, Anos 30
Feliz Foi A Vida Que Eu Vivi Por Lá
Poetas, Boêmios, Cantores
E Compositores
Um Prazer Em Flor
Quando O Mais Alto Expoente
Um Samba Envolvente Nos Presenteou
Noel Rosa, Bela Rosa
Que o Jardim Do Coração
Deste Povo Eternizou
E Nas Batalhas Do Boulevard
João De Barro, Almirante E Outros Mais
Cordões Com Suas Ricas Fantasias
O Corso E Suas Sátiras Infernais
Nos Blocos De Sujo, Malandros E Intelectuais
Cantavam E Dançavam Alegremente
Marchinhas E Sambas Quentes
Que Animavam Carnavais
Lá Laiá…
Minha Vila Tá Legal
Minha Vila Tá Legal, Tá Legal
Sempre Brigando Pra Ganhar O Carnaval
Ai Que Saudade
Do Tempo De Noel Rosa
Cadeiras Pelas Calçadas
Que Hoje São Musicais
Boemia À Noite Inteira
Violões Do Boulevard
Ponto-Cem-Réis, Praça Sete
E Muita Batalha De Confete
Na Dona Zulmira
Na Dona Zulmira
E Nas Orgias Da Lapa
Marujos Do Tio San
Lá O Rei Era Um Madame
E O Deus Era O Satã
Sai Da Roda Meninada
Que O Samba Virou Batucada
Ah! Meu Rio Antigo
Meu Rio Tão Musical
Cadê A Orquestra Maestro?
E O Cassino Doutor?
E O Carnaval De Rua?
Pergunto E Ninguém Me Responde
Ranchos, Cordões, Calhambeques
E O Quebra-Quebra No Bonde
Quebra-Quebra Gabiroba
Quero Ver Quebrar
Quebra Lá Que Eu Quebro Cá
Quero Ver Quebrar
compositores: Martinho da Vila – Luiz C. da Vila
Part. Mart’nália, Analimar e Martinho Tonho
A Vila Desce Colorida
Para Mostrar No Carnaval
Quatro Séculos De Modas E Costumes
O Moderno E O Tradicional
Negros, Brancos, Índios
Eis A Miscigenação
Ditando Moda
Fixando Os Costumes
Os Rituais E A Tradição
E Surgem Tipos Brasileiros
Saveiros E Batedor
O Carioca E O Gaúcho
Jangadeiro E Cantador
Lá Vem O Negro
Vejam As Mucamas
Também Vem Com O Branco
Elegantes Damas
Desfilam Modas No Rio
Costumes Do Norte
E A Dança Do Sul
Capoeira, Desafios
Frevos E Maracatu
Laiá Laiá, Ô
Laiá Laiá
Festa Da Menina-Moça
Na Tribo Dos Carajás
Candomblés Lá Da Bahia
Onde Baixam Os Orixás
No Cais Dourado Da Velha Bahia
Onde Estava O Capoeira
A Iaiá Também Se Via
Juntos Na Feira Ou Na Romaria
No Banho De Cachoeira
E Também Na Pescaria
Dançavam Juntos
Em Todo Fandango E Festinha
E No Reisado
Contra Mestre E Pastorinha
Cantavam, Laiá Lalaiá, Laiá Laiá
Nas Festas Do Alto Do Cantuá
Mas Loucamente A Iaiá Do Cais Dourado
Trocou Seu Amor Ardente
Por Um Moço Requintado
E Foi-Se Embora Passear De Barco À Vela
Desfilando Em Carruagem
Já Não Era Mais Aquela
E O Capoeira Que Era Valente Chorou
Até Que Um Dia A Mulata
Lá No Cais Apareceu
Ao Ver O Seu Capoeira
Pra Ele Logo Correu
Pediu Guarida Mas O Capoeira Não Deu
Desesperada
Caiu No Mundo A Vagar
E O Capoeira Ficou Com O Seu Povo A Cantar…
Laiá, Lalailá, Laiá Laiá
Desfila A Vila Novamente Incrementada
E Desta Vez Tem Rio Grande Na Jogada
Com Suas Glórias E Tradições
Suas Histórias E Seus Brasões
Tem Gaúcho Lá Dos Pampas Que Não É De Brincadeira
Estadista De Renome Já Nos Deu Este Torrão
Foi Rainha Da Beleza A Farroupilha Hospitaleira
É A Terra Da Videira, Do Churrasco E Chimarrão
Vamos Cantar Gentes Do Meridião
Caminhando Pela Estrada Sem Espora E Sem Gibão
Toma Conta Do Rebanho Negrinho Do Pastoreio
Sonha E Canta O Teu Sonho Na Viola O Violeiro
E O Gaúcho Forasteiro
Contemplando O Céu Azul
Até O Norte Brasileiro
Vai Cantarolando Uma Canção Do Sul
”Vou-Me Embora, Vou-Me Embora, Prenda Minha
Tenho Muito Que Fazer Eu Vou Partir Para Bem Longe, Prenda Minha
Compositores: Martinho Da Vila / Martinho da Vila – Rodolpho / Martinho da Vila
Part. Juju Ferreirah e Samba do Barão
De Alegria Pulei
De Alegria Cantei
De Alegria Sambei
De 3 Em 3 Pelo Mundo Rodei
Com Brilho Japonês Pintei
Esse Cortejo Pro Nosso Carnaval
É Vira-Vira, Cachopa Que Beleza
Com A Holandesa A Nossa Escola Vai Brilhar
Axé Africano Pra Cá
Pra Cair No Samba Eu Fui No Gongá
Vem Do Saara O Sheike Com Seu Arém
Vi Espanhola Com Cuíca E Tamborim
Fiz Um Pagode Tão Chinês Que Até Parece
Que A Vida É Feita De Missanga E De Cetim
Das Festas As Tradições
Beleza De Mil Canções
Brasil Esquentai Vossos Pandeiros
Falta Dinheiro E Não Falta Ilusão
Mas Somente Em Fevereiro
O Terceiro Manda Na Situação
É Carnaval É Fevereiro
O Terceiro Mundo É O Dono Da Situação
Eu Sou Alegria
Sou Popular, Intelectual
E A Quatrocentos Anos
No País Do Futuro
Sou A Grande Paixão
Eu Nasci Na Catequese
Participei Na Abolição
A Independência Eu Assisti
Em Tudo Que Acontece
Eu Tô Aí
Eu Sou Da Guerra Pela Paz
A Minha Luta É Pela Vida
Meu Grande Palco
Minha Gente É A Avenida
Eu Sou Atriz
Eu Sou Ator
Sou O Sambista Verdadeiro
Eu Sou, O Teatro Brasileiro
Eu Sou Ator
Eu Sou Atriz
Sou O Sambista Verdadeiro
Eu Sou O Teatro Brasileiro
compositores: Martinho da Vila / Martinho da Vila – Gemeu
Part. Tunico da Vila
Relendo A História Da Nossa Nação
Eu Encontrei Um Nome Que Me Deu Inspiração
Joaquim Marques Lisboa
Nasceu, Em Dezembro De Mil Oitocentos E Sete
Quando Jovem Ainda Era, Foi Ser Voluntário Da Marinha
E Ainda Não Tinha Completado Dezessete Primaveras
Tamandaré Nasceu Com Sangue Guerreiro
Do Império Era O “Homem De Fé”, O Nelson Brasileiro
Cursou A Academia De Marinha De Guerra
Com O Ideal De Defender A Nossa Terra
Foi Muito Condecorado Por Ser Homem Genial,
A Marquês Foi Elevado No Tempo Do Brasil Imperial
Viveu Noventa Anos Sobre As Ondas Do Verde Mar
Que Para Os Jovens Marinheiros Seja Sempre Um Exemplar!
No Ano De 1907
O Brasil Participou
Daquele Grande Congresso Que Na Holanda Se Realizou
Nosso Delegado Foi O Nobre Rui Barbosa
E A Nação Imortalizou
Naquela Assembléia Pomposa Quando Em Vários Idiomas Se Expressou
Possuído Por Inspiração Divina
Num Discurso Imponência
Deu Conceito A América Latina
Na Política Internacional
A Princípio Ele Foi Tido
Como Ousado E Impertinente
Quando Fazia Uma Interferência
Mas Aos Poucos Foi Mostrando-se Eminente
Sobrepondo-se Aos Membros Das Grandes Potências
Rui Barbosa Brasileiro Audaz!
Foi O Águia De Haia, Figura Briosa
Da Segunda Conferencia Da Paz
compositores: Martinho da Vila
Avante! Trabalhadores Do Brasil
A Vila Traz À Memória A Sua História
No Pindorama O Índio Foi Precursor
Das Lutas De Um Povo Tão Laborador
Contrariando O Branco Que Surgiu
Se Rebelou Contra A Escravidão
Tiveram Que Ir Buscar No Além Mar
O Negro Que Muito Suou Por Esta Nação
Malês Evocaram O Grande Alá
Quilombos Simbolizaram A Liberdade
Mas Até Hoje A Maioria, Clama Pela Igualdade
O Imigrante Chegou Pra Trabalhar Nosso Chão
E Classe Operária Exigiu Direitos De Cidadão
E Sopra O Vento Lá Do Sul Pra Clarear
Traz O Alento E A Esperança Pra Sonhar
No Embalo De Um Sonho De Conquistas
Surgem As Leis Trabalhistas
Na Migração Nordestina
“Triste Vida Severina”
Mas Com O Candango O Brasil Cresceu
E Brasília Nasceu
Em Plena Opressão, O Trabalhismo Em Rebeldia
Impulsionou A Democracia
Oh! Divino Espírito De Luz
Alavanca Esse País
Nosso Povo Trabalhador
Só Quer Paz Pra Ser Feliz
compositores: Martinho Da Vila / Leonel / Ivanísia
O Sol
Vem Logo Com A Sua Energia
Pra Gente Falar DA Alegria
Do Tempo De Um Rio Bem Feliz
Como O Rio Era Feliz!
E A Tal Felicidade Refletia Uma Verdade
Nos Dias De Carnaval
Carnaval
Com O Povo Pulando Nas Ruas
Nas Praias, Coretos, Cordões
E A Pequena Burguesia A Rigor Ou Fantasia
Nos Bailes Do Municipal
Em Bloco, Os Foliões Desfilavam Por Prazer
E Cada Escola De Samba Tinha O Seu Jeito De Ser
Tinha O Seu Jeito De Ser ,De Ser
Tinha O Seu Jeito De Ser
Quase Tudo Se Acabou
E As Escolas Permanecem
Se Agigantam, Se Renovam
Mas Precisam De Cuidados
Este Samba É Uma Prece
Santos, Deuses, Orixás
Mandem Luz Pra Proteger
Que O Momento É Delicado
Astro Rei Que É Estrela
Ilumine Os Pensadores
Não Deixe O Samba Morrer
Não Deixe O Samba Morrer
Não Deixe O Samba Morrer
Não Deixe O Samba Morrer
Lua Dos Compositores
Não Deixe O Samba Morrer
Não Deixe O Samba Morrer, Não, Não, Não
Não Deixe O Samba Morrer, Não, Não, Não
Velhas Guardas, Diretores
Sambistas De Todas As Cores
Não Deixem O Samba Morrer
Desperta Do Seu Dique Um Mar Do Amor
E Toma Conta Deste Povo Sofredor
Que Oriundas Das Grandes Nações Do Além-Mar
Trouxeram Tanta Crendice Pra Cá
Enriquecendo A Cultura Popular
Eu Sei Que Você Mora Na Bahia
Mas Cuida Do Meu Rio De Janeiro
Que Tem Gente Colorida
Se Exibindo Pro Turista
Gente Que Mesmo Sofrida
Cai No Samba A Noite Inteira
Você Conhece A Mentalidade Brasileira
Iemanjá …
Já Mandei Preparar O Saveiro
Pra No Dia Dois De Fevereiro
Lhe Mandar Presentes
Também Muitas Flores
Além De Perfumes
Com Muitos Odores
E Vai Ter Batuque Pra Lhe Cultuar
Iemanjá…
compositor: Martinho da Vila
Part. Alcione
Festa No Arraiá
É Pra Lá De Bom
Ao Som Do Fole, Eu E Você
A Vila Vem Plantar
Felicidade No Amanhecer
Festa No Arraiá,
É Pra Lá De Bom
Ao Som Do Fole, Eu E Você
A Vila Vem Colher
Felicidade No Amanhecer
O Galo Cantou
Com Os Passarinhos No Esplendor Da Manhã
Agradeço A Deus Por Ver O Dia Raiar
O Sino Da Igrejinha Vem Anunciar
Prepara O Café, Pego A Viola, Parceira De Fé
Caminho Da Roça, Semear O Grão
Saciar A Fome Com A Plantação
É a Lida…
Arar E Cultivar O Solo
Ver Brotar O Velho Sonho
Alimentar O Mundo, Bem Viver
A Emoção Vai Florescer
Ô Muié, O Cumpadi Chegou
Puxa O Banco E Vem Prose(ar)
Bota Água No Feijão, Já Tem Lenha No Fogão
Faz O Bolo De Fubá
Pinga O Suor Na Enxada
A Terra É Abençoada
Preciso Investir, Conhecer
Progredir, Partilhar, Proteger
Cai A Tarde, Acendo A Luz Do Lampião
A Lua Se Ajeita, Enfeita A Procissão
De Noite, Vai Ter Cantoria
Pois Está Chegando O Povo Do Samba
É A Vila, Chão Da Poesia, Celeiro De Bamba
Vila, Chão Da Poesia, Celeiro De Bamba
compositores: Martinho Da Vila / Arlindo Cruz / André Diniz / Leonel / Tunico Da Vila