Quem é do mar não enjoa, não enjoa
Chuva fininha é garoa, é garoa
Homem que é homem não chora, não, não chora
Quando a mulher vai embora, vai embora
Quem quiser saber meu nome
Não precisa perguntar
Sou Martinho lá da Vila
Partideiro devagar
Quem quiser falar comigo
Não precisa procurar
Vá aonde tiver samba
Que eu devo estar por lá
Eu cheguei no samba agora
Mas aqui eu vou ficar
Pois quem é mesmo do samba
Vai até o sol raiar
O sereno ta caindo
Ta caindo devagar
Vai cair chuva miúda
E o samba não vai parar
Serenou lá na Mangueira
Serenou lá na Portela
Serenou em Madureira
Serenou lá na favela
Serenou lá no Salgueiro
Serenou lá no Capela
Serenou na minha casa
Serenou na casa dela
Quem tiver mulher bonita
Traga presa na corrente
Eu também já tive a minha
Mas perdi num samba quente
A menina foi embora
Mas um samba vou cantar
Pois está mesmo na hora
De ter outra em seu lugar
compositor: Martinho da Vila
Queria tanto lhe ver
Fazer amor com você
Um amor afim, tão bonito
Pode crer
Pra minha desilusão
Você pra mim veio não
Deixando tão aflito
Meu coração
Os meus olhos no relógio
Uma esperança, uma agonia
E na gira dos ponteiros
O meu desespero sonhando ter
O seu amor
Ó meu bem querer
Mas é fantasia
Por amor sofrer
Espera sonhada
Sonhando, sofria
Sofrendo, falava
Não quero
Queria
compositores: Martinho da Vila / Nelson Rufino
Eu quero
Me esconder debaixo
Dessa sua saia
Pra fugir do mundo
Pretendo
Também me embrenhar
No emaranhado
Desses seus cabelos
Preciso transfundir seu sangue
Pro meu coração que é tão vagabundo
Me deixa
Te trazer num dengo
Pra num cafuné
Fazer os meus apelos
Eu quero
Ser exorcizado
Pela água benta
Desse olhar infindo
Que bom é ser fotografado
Mas pelas retinas
Desses olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Pra acabar de vez
Com essa disritmia
Vem logo
Vem curar seu nego
Que chegou de porre
Lá da boemia
compositor: Martinho da Vila
Num grande amor
Sempre tem melancolia
Tem tristeza e alegria
Num mundo de ilusão
Num grande amor,
Tem de tudo um bocadinho
Tem ternura, tem carinho
Tem castigo e tem perdão
Se o amor se esvai
Saudade vem
Um novo amor
Virá também
Se alguém brincou
Sorriu, cantou
Feliz ficou, feliz ficou
Se amou demais,
Perdeu a paz
Chorou, chorou
compositor: Martinho da Vila
ocê é meu povo, você é meu samba
Você é a bossa e a minha voz
Pra você, eu trago, um sambinha novo
Que fiz na fossa pra cantar a sós
E também vieram beijos nunca dados
Abraços guardados pra você sentir
Mas eu quero mesmo é me enroscar num leito
Apertar seu peito e depois dormir
Dormir sonhando com você enamorada
Minha noiva muito amada, meu pedaço de mulher
Minha história, meu segredo, minha estrela, minha fé
Minha escola, meu enredo, meu cigarro e meu café
Lalaiá-raiá, lalá laiá
Você é o meu laiá raiá, raiá
compositor: Martinho da Vila
Dinheiro pra que dinheiro
Se ela não me dá bola
Em casa de batuqueiro
Só quem fala alto é viola
Mas dinheiro…
Aquela mina não quis me dar bola
Eu tinha tanta grana pra lhe dá
Chegou um cara com uma viola
E ela logo começa bolar
Mas dinheiro, pra que dinheiro…
Eu era um cara muito solitário
Não tinha mina pra me namorar
Depois que eu comprei uma viola
Arranjo nega de qualquer lugar
Dinheiro pra que dinheiro…
compositores: Martinho da Vila
Ciranda de roda
De samba de roda da vida
Que girou, que gira
Na roda da saia rendada
Da moça que dança a ciranda
Ciranda da vida
Que gira e faz girar a roda
Da vida que gira
Na cabeça do bom Santo Amaro
Que é da Purificação
E nas águas que rodeiam a ilha
De São Luiz do Maranhão
Na rodilha embaixo da talha
E em cima do torso da negra
Que ainda rebola
Nas curvas da vida da velha
Que ainda consola
A criança que chora
A roda é pra rodar na gira
Da vida que roda
Olha a roda, olha a roda
A roda é pra rodar na gira
Da vida que roda
Ciranda de roda
A Marrom me pede um samba pra gravar com a Bethânia. Fiquei perdido, falei com a Beta. Sai com ela pra tomar umas vodcas, e lá pras tantas ela me deu o mote: – Faz uma coisa girando, rodando, envolvendo assim como a cara da gente… Alô, Alcione, alô, Bethânia, recriei, criando pra vocês.
compositor: Martinho da Vila
Deixa a fumaça entrar
Deixa a fumaça entrar na sala
Deixa a fumaça entrar
Deixa a fumaça entrar na sala
Já botei casca de alho
Alfazema, benjoim, alecrim
Esse meu defumador
Está em ponto de bala
Tem segredos de alguém
Que sofreu lá na senzala
Saca o seca pimenteira
Falador também se cala
A fumaça te protege
De uma faca e de uma bala
Se não fosse essa fumaça
Tava morto numa vala
Deixa essa fumaça entrar
Pelos cantos pelos cantos
Ela quebra os quebrantos
Quando seu olor exala
Olho grande fica cego
Azatento nem se cria
Os Eguns dizem:
Cruz credo!
Credo em cruz!
Virgem Maria!
Deixa a fumaça entrar
Deixa a fumaça entrar
Deixa a fumaça entrar no banheiro
Deixa a fumaça entrar
Deixa a fumaça entrar na cozinha
Deixa a fumaça entrar
Deixa a fumaça entrar no quarto
Deixa a fumaça entrar na sala
compositores: Martinho da Vila – Beto sem Braço
Nos arredores, Cantagalo, Teresópolis
Nova Friburgo e Bom Jardim, bem no caminho
Meu off Rio tem um clima de montanha
E os bons ares vêm da serra de Petrópolis
É um lugar especial
Para quem é sentimental
E aprecia um gostoso bacalhau
O galo canta de madrugada
E a bandinha toca na praça
Na entrada há um vale
Que é encantado
Tem cavalgada, tem procissão
As cachoeiras principais de lá são duas
E a barra é limpa porque lá não tem ladrão
Tomo cachaça com os amigos
Lám em Cachoeira Alta
E na Queda do Tadeu, churrasco ao lago
Pra ir pro Carmo
Tem muita curva
E a preguiça então me faz ficar na praça
Eu nem preciso trancar o carro
A chave fica na ignição
A minha Vila fica meio enciumada
Se eu pego estrada e vou correndo para lá
Se alguém pergunta, eu não digo
Onde fica o tal lugar
Mas canto um samba para quem adivinhar
compositor: Martinho da Vila
Odilê, odilá
Que que vem fazer aqui, meu irmão
Vim sambar
Odilê, odilá
Que que vem fazer aqui, meu irmão
Vim sambar, obá
Entra na corrente
Corpo, mente
Coração, pulmão
Pra junto com a gente viajar
Na energia-som
Quem veio de longe atravessou raio e trovão
Pra cair no samba e receber a vibração
Odilê, odilá…
Com a negrada do Harlem, Jesus Cristo
Também vem
E pra sair do transe só com sino de Belém
Quem faz romaria e procissão, samba também
E quem tá comigo, tá com o povo do além
Odilê, odilá…
Quem samba, se sobe tem comba, tem gurufim
Teve um olho d’água
E um sorriso de marfim
Se volta beijada, é pigmeu ou curumim
Vira preto-velho pra sambar com a gente assim
Odilê, odilá…
Preta-velha bate pé, bate colhé, levanta pó
Dá marafo pro Odilé e solta logo seu gogó
Odilá de madrugada nem sem viola tá só
Pois tá com axá da velha nega preta, sua vó
Odilê, odilá…
compositores: João Bosco – Martinho da Vila
Eu quero você na minha veia
Porque você é meu sangue
Desejo você sem engodo
Ser o vegetal do seu lodo
E você a flor do meu mangue
Você é uma lua cheia
Que lá no meu céu descamba
Porém, não é só minha musa
Na minha cabeça cafuza
Você é o meu próprio samba
Riqueza da minha rima
O verso da poesia
Gostosa gastronomia
A minha ideologia
E de Olorum obra-prima
Gostosa gastronomia
A minha ideologia
E de Olorum obra-prima
De Orunmilá obra-prima
E de Oxalá obra-prima…
Meu Deus, como eu quero você!
compositores: Martinho da Vila / Zé Catimba
A grande paixão
Que foi inspiração
Do poeta é o enredo
Que emociona a velha-guarda
Lá na comissão de frente
Como a diretoria
Glória a quem trabalha o ano inteiro
Em mutirão
São escultores, são pintores, bordadeiras
São carpinteiros, vidraceiros, costureiras
Figurinista, desenhista e artesão
Gente empenhada em construir a ilusão
E que tem sonhos
Como a velha baiana
Que foi passista
Brincou em ala
Dizem que foi o grande amor de um mestre-sala
O sambista é um artista
E o nosso Tom é o diretor de harmonia
Os foliões são embalados
Pelo pessoal da bateria
Sonho de rei, de pirata e jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Mas a quaresma lá no morro é colorida
Com fantasias já usadas na avenida
Que são cortinas, que são bandeiras
Razão pra vida tão real da quarta-feira
É por isso que eu canto
compositores: Martinho da Vila
Menina moça vai passear
Vai passear Iaiá
Quer rapazinho pra acompanhar
Pra acompanhar, Iaiá
Tá passeando já quer flertar
Já quer flertar, Iaiá
Quem tá flertando quer namorar
Quer namorar, Iaiá
Tá namorando já quer noivar
Já quer noivar, Iaiá
Moça esta noiva quer se casar
Quer se casar, Iaiá
Se está casada só quer brigar
Só quer brigar, Iaiá
Quem tá brigando quer desquitar
Quer desquitar, Iaiá
Tá desquitada quer se amigar
Quer se amigar, Iaiá
Tá amigada quer separar
Quer separar, Iaiá
Tá separada não quer amar
Não quer amar, Iaiá
Não tá amando só quer chorar
Só quer chorar, chorar
Mas não chora menina
Para que chorar
Oi levante a cabeça
E vá se consolar
Esta vida é cumprida
E você tão querida
Eu preciso do amor
Que você tem pra dar
Vamos cantar, cantar
compositor: Martinho da Vila
Ex-amor
Gostaria que tu soubesse
O quanto que eu sofri
Ao ter que me afastar de ti
Não chorei
Como um louco eu até sorri
Mas no fundo só eu sei
Das angústias que senti
Sempre sonhamos
Com o mais eterno amor
Infelizmente
Eu lamento mas não deu
Nos desgastamos
Transformando tudo em dor
Mas mesmo assim
Eu acredito que valeu
Quando a saudade bate forte
É envolvente
Eu me possuo
E é na tua intenção
Com a minha cuca
Naqueles momentos quentes
Em que se acelerava meu coração
compositor: Martinho da Vila
Segure tudo que for conquistado
Segure tudo que não for de mais
Segure o braço do seu namorado
Segure a menina rapaz
Assegure um amor sem despedida
Dando amor e lealdade
Pra não terminar a vida
No tal bloco da saudade
Assegure o pão de cada dia
Trabalhando com vontade
Segura, segura, segura, não larga
Essa tal felicidade avareza é um defeito
Você nunca foi assim
Eu também tenho direito
De tocar meu tamborim
Segure
compositor: Martinho da Vila
Se quiser se distrair
Ligue a televisão, amor comigo não
Se estás procurando distração
O romance terminou mais cedo
Peço por favor, pra não brincar com meu segredo
Verdadeiro amor não é brinquedo
Tens que chorar o meu choro
Sorrir no meu riso
Sonhar no meu sonho
Versar nos meus versos
Cantar no meu coro
Na minha tristeza tens que ser tristonho
Há de estar brincando, que também vou ficar brincadeira
Não choro o teu choro
Não sonho o teu sonho
Não verso os seus versos
Nem marco bobeira
Se quiser se distrair…
Eu te abri o meu peito
Deixei penetrar na minha intimidade
Tu conheces meu passado
A minha mentira e a minha verdade
Mas se esta deixando furo
Não está se comportando com dignidade
Eu fecho a porta
Te deixo de fora
Depois curto na saudade
Se quiser se distrair…
compositores: Candeia / Martinho da Vila
Na minha casa todo mundo é bamba
todo mundo bebe todo mundo samba
Na minha casa não tem bola pra vizinha
não se fala do alheio, nem se liga pra candinha
Na minha casa todo mundo é bamba
todo mundo bebe todo mundo samba
Na minha casa ninguém liga pra intriga
todo mundo xinga, todo mundo briga
Macumba lá na minha casa
tem galinha preta, azeite de dendê
mas ladainha lá na minha casa
tem reza bonitinha e canjiquinha pra comer
Se tem alguém aflito
Todo mundo chora, todo mundo sofre
Mas logo se reza pra são benedito
Pra nossa senhora e pra santo onofre
Mas se tem alguém cantando
Todo mundo canta, todo mundo dança
Todo mundo samba e ninguém se cansa
Pois minha casa é casa de bamba
Na minha casa todo mundo é bamba
Todo mundo bebe todo mundo samba
compositor: Martinho da Vila
Felicidade, passei no vestibular
Mas a faculdade é particular
Particular, ela é particular
Particular, ela é particular
Livros tão caros tantas taxas pra pagar
Meu dinheiro muito raro,
Alguém teve que emprestar
O meu dinheiro, alguém teve que emprestar
O meu dinheiro, alguém teve que emprestar
Morei no subúrbio, andei de trem atrasado
Do trabalho ia pra aula, sem
jantar e bem cansado
Mas lá em casa à meia-noite tinha
sempre a me esperar
Um punhado de problemas e criança pra criar
Para criar, só criança pra criar
Para criar, só criança pra criar
Mas felizmente eu consegui me formar
Mas da minha formatura, nem cheguei participar
Faltou dinheiro pra beca e também pro meu anel
Nem o diretor careca entregou o meu papel
O meu papel, meu canudo de papel
O meu papel, meu canudo de papel
E depois de tantos anos,
Só decepções, desenganos
Dizem que sou um burguês muito privilegiado
Mas burgueses são vocês
Eu não passo de um pobre-coitado
E quem quiser ser como eu,
Vai ter é que penar um bocado
Um bom bocado, vai penar um bom bocado
compositor: Martinho da Vila
Madalena, madalena
você é meu bem querer
eu vou falar pra todo mundo
vou falar pra todo mundo
que eu só quero é você
minha mãe não quer que eu vá
na casa do meu amor
eu vou perguntar a ela
eu vou perguntar a ela
se ela nunca namorou
madalena…
O meu pai não quer que eu case
mas me quer namorador
eu vou perguntar a ele
eu vou perguntar a ele
porque ele se casou
madalena…
Eu fui lá pra vila velha
direto do grajau
só pra ver a madalena
e ouvir tambor de congo
lá na barra do jucú
compositor: Ass. das Bandas do Congo da Serra -Adaptação de Martinho da Vila
Bmg Publishing
Estais bonita
Nesse alto de colina
Tão feminina
Como a brisa da manhã
Por toda a noite
Dominaste o firmamento
E um punhado de estrelas
Ajudou-te a governar
Mas, eu lamento
Teu reinado já termina
E essa colina
Tá aí pra te abrigar
Vá pra outras terras
Minha formosa Jaci
Ou te escondes atrás da serra
Porque o rei é o Guaraci
Pra trás da serra
Guaraci já vem aí
compositor: Martinho da Vila
Essa é a filosofia da Família Musical
Saúde!
Meu destino eu moldei
Qualquer um pode moldar
Deixo o mundo me rumar
Para onde eu quero ir
Dor passada não me dói
E nem curto nostalgia
Eu só quero o que preciso
Pra viver meu dia a dia
Pra que reclamar de algo que não mereço
A minha razão é a fé que me guia
Nenhuma inveja me causa tropeço
Creio em Deus e na Virgem Maria
Encaro sem medo os problemas da vida
Não fico sentado de pernas pro ar
Não há contratempo sem uma saída
Pra quem leva a vida devagar
Meu destino eu moldei
Qualquer um pode moldar
Deixo o mundo me rumar
Para onde eu quero ir
Dor passada não me dói
E nem curto nostalgia
Eu só quero o que preciso
Pra viver meu dia a dia
Que o supérfluo
Nunca nos falte
Básico para
Quem tem carestia
Não quero mais do que necessito
Pra transmitir nossa alegria
compositores: Martinho da Vila / Marcelinho Moreira / Fred Camacho
Vamos renascer das cinzas
Plantar de novo o arvoredo
Bom calor nas mãos unidas
Na cabeça de um grande enredo
Ala de compositores
Mandando o samba no terreiro
Cabrocha sambando
Cuíca roncando
Viola e pandeiro
No meio da quadra
Pela madrugada
Um senhor partideiro
Sambar na avenida
De azul e branco
É o nosso papel
Mostrando pro povo
Que o berço do samba
É em Vila Isabel
Tão bonita a nossa escola!
E é tão bom cantarolar
La, la, iá, iá, iá, iá, ra iá
La, ra, iá
compositor: Martinho da Vila
Sonhei
Que estava sonhando um sonho sonhado
O sonho de um sonho
Magnetizado
As mentes abertas
Sem bicos calados
Juventude alerta
Os seres alados
Sonho meu
Eu sonhava que sonhava
Sonhei
Que eu era o rei que reinava como um ser comum
Era um por milhares, milhares por um
Como livres raios riscando os espaços
Transando o universo
Limpando os mormaços
Ai de mim
Ai de mim que mal sonhava
Na limpidez do espelho só vi coisas limpas
Como uma lua redonda brilhando nas grimpas
Um sorriso sem fúria, entre réu e juiz
A clemência e a ternura por amor da clausura
A prisão sem tortura, inocência feliz
Ai meu Deus
Falso sonho que eu sonhava
Ai de mim
Eu sonhei que não sonhava
Mas sonhei
compositores: Tião Graúna/ Rodolpho/ Martinho da Vila
Canta, canta minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar
Cantem o samba de roda
O samba-canção e o samba rasgado
Cantem o samba de breque
O samba moderno e o samba quadrado
Cantem ciranda e frevo
O coco, maxixe, baião e xaxado
Mas não cantem essa moça bonita
Porque ela está com o marido do lado
Quem canta seus males espanta
Lá em cima do morro ou sambando no asfalto
Eu canto o samba-enredo
Um sambinha lento ou um partido alto
Há muito tempo não ouço
O tal do samba sincopado
Só não dá pra cantar mesmo
É vendo o sol nascer quadrado
compositor: Martinho da Vila