Pelos caminhos do som
Vamos viajar
Nas asas da Poesia
Dos vários Brasis
Batendo pés
Batendo mãos
Se vai ao léo
Qual balão pião
A dança-brasil
É eletrizante, rapaz
E o som da terra
É embriagante, mulher o verso diz
Pra cabeça e pro coração
Que um canto bom
É canto de fé
Se o teu amor
Te abandonou
Vem transar a noite
Vem curtir um som
Se libertar
E se entregar
Balançando o corpo
Pra lá e pra cá
compositores: Alceu Maia / Martinho da Vila
Madalena, Madalena
Você é meu bem querer
Eu vou falar pra todo mundo
Vou falar pra todo mundo
Que eu só quero é você
Minha mãe não quer que eu vá
Na casa do meu amor
Eu vou perguntar a ela
Eu vou perguntar a ela
Se ele nunca namorou
Madalena…
O meu pai não quer que eu case
Mas me quer namorador
Eu vou perguntar a ele
Eu vou perguntar a ele
Porque ele se casou
Madalena…
Eu fui lá pra Vila Velha
Direto do Grajau
Só pra ver a Madalena
E ouvir tambor de congo
Lá na Barra do Jacú
Adaptação de Martinho da Vila
Moça bonita
O moça bonita
Chega na janela
Chega na janela
Ela me namora
Ela me namora
Eu namoro ela
Eu namoro ela
Ela me namora
Ela me namora
Eu namoro ela
Eu namoro ela
Ela me namora
Ela me namora
Eu namoro ela
Eu namoro ela
Moça bonita
O moça bonita
Chega na janela
Chega na janela…
Cabelo louro, vai lá em casa passear
Vai, vai
Cabelo louro
Pra acabar de me matar
Namorei uma noivinha
E acabei com o seu noivado
Agora me cansei dela
E estou todo encalacrado
Cabelo louro
Eu gamei pela casada
E passei a considerar
Por mim deixou seu marido
Por outro me deixará
Cabelo Louro…
Solta o cabelo
Deixa a trança balançar
O cabelo é meu, é meu
Onde for eu vou buscar
Paciência coração
A sorte é só Deus quem dá
A moça namoradeira
Pelo andar se conhece
No pisar do pé esquerdo
O corpo todo obedece
Paciência coração
A sorte é so Deus quem dá
Solta o Cabelo
Deixa a Trança balançar…
Namorei uma casada
Escondido do marido
Se me perguntar eu nego
Se me aborrecer eu digo
Paciência coração
A sorte é só Deus que dá
Moça bonita
O moça bonita…
Moça bonita
O moça bonita
Chega na janela
Chega na janela
Ela me namora
Ela me namora
Eu namoro ela
Eu namoro ela
Ela me namora
Ela me namora
Eu namoro ela
Eu namoro ela
Ela me namora
Ela me namora
Eu namoro ela
Eu namoro ela
Moça bonita
O moça bonita
Chega na janela
Chega na janela…
Cabelo louro, vai lá em casa passear
Vai, vai
Cabelo louro
Pra acabar de me matar
Namorei uma noivinha
E acabei com o seu noivado
Agora me cansei dela
E estou todo encalacrado
Cabelo louro
Eu gamei pela casada
E passei a considerar
Por mim deixou seu marido
Por outro me deixará
Cabelo Louro…
Solta o cabelo
Deixa a trança balançar
O cabelo é meu, é meu
Onde for eu vou buscar
Paciência coração
A sorte é só Deus quem dá
A moça namoradeira
Pelo andar se conhece
No pisar do pé esquerdo
O corpo todo obedece
Paciência coração
A sorte é so Deus quem dá
Solta o Cabelo
Deixa a Trança balançar…
Namorei uma casada
Escondido do marido
Se me perguntar eu nego
Se me aborrecer eu digo
Paciência coração
A sorte é só Deus que dá
Moça bonita
O moça bonita…
Adaptação de Martinho da Vila
Quem tem seu amor não dorme
Eu sei
Por causa desses conformes
Dancei
Igual pipoca no fogo
Pulei
Depois da casa arrombada
Acordei
Aviso ao bicho homem
Cuidado com a mulher
Com carinho nos consome
E se faz tudo que ela quer
Os mais velhos me falaram
E eu não acreditei
O resultado agora
Dancei
compositor: Argemiro
Me convidaram pruma festa
Do Divino Espirito Santo
Ficava bem num recanto
Nas beiras do Tocantins
Seu Chico Bento era dono do pedaço
Nortista cabra macho
Não gosta de soletrar
Reza pouco, fala baixo
Pra poder se respeitar
Mas depois de umas duas canjibrinas
Atiça a lamparina
E começa a forrozar
Linda goiana, ê, ô
Arriba a saia
Deixa a renda aparecer
O que é feio a gente esconde, morena
O que é bonito é pra ser ver
De madrugada
Deu quitanda na peneira
Debaixo de uma mangueira
Lá no fundo do quintal
Para os mais velhos
Aguardente murici
Arroz quente com pequi
Pimenta e tracajá
E pras donzelas
Filhas de boas familhas
Acompanhadas das tias
Que ficaram sem casar
Chico dá Mané Pelado
Que é bolo de macaxeira
Com fulô de Laranjeira
Pras Moça não se assanhar
Ê forrobodó
O trem tá ficando bom
E vai ficar melhor
compositora: Wanda de Almeida
Viva o Brasil, viva Minas Gerais
Viva o Brasil, viva Minas Gerais
Viva o povo dessa terra
Morador desse lugar
Sua visita esteve boa
Vai deixar muita saudade
Vamos nós pedir a Deus
A Senhora do Rosário
E ao Senhor São Benedito
Proteção pro seu trabalho
Viva o Brasil…
Quando eu vim lá de Machado
No coração só bondade
Rezo a Santa Efigênia
Pras Almas Santas Beneditas
Agradeço a Santo Onofre
E à Senhora Aparecida
Adaptação de Martinho da Vila
Coração de mãe não se engana
É a voz do povo que fala emana
É a própria energia que emana
É o perfume que exala
É a caixa e o segredo
Segredo
O clarão que mais clareia
Clareia
É a bomba que bombeia
Seu sangue pra minha veia
Foi a mão de Deus
Que te lapidou
Pra amar seu Filho
Do jeito que for
As suas mãos são moldadas
Pra coser, lavar e passar
A sua boca talhada
Pra cantar canções de ninar
Seu peito, leito, aconchego
Por cansaço se libertar
Seu colo é um paraiso
Pra se dormir e sonhar
Foi a mão de Deus…
compositores: Martinho da Vila / Beto Sembraço
A vinte e cinco de dezembro
Se reunem os foliões
E vão prá rua
Bater caixa nos portões
Lá vão pandeiro, sanfoneiro, violões
(Santos Reis aqui chegou ai, ai
Pra visitar sua morada ai, ai, ai, ai)
Eles só voltam prá casa dias seis
Dia de Reis
Por sete anos se repete o ritual
Pra todo canto levam o bem, espantam o mal
Ô de casa, ô de fora
Ô de casa, ô de fora
Quem de dentro deve estar
Os de fora Santos Reis
Que lhes vieram visitar
Que vieram visitar, ai, ai
Na folia tem palhaço
Que faz verso e diabrura
Representa o tinhoso
Tentador das criaturas
Mas também tem a bandeira
A Bandeira do Divino
Mais atrás os três Reis Magos
Procurando o Deus Menino
Ô de casa, ô de fora…
Batem lá na sua porta
Pra pagar uma promessa
Levam mestre e contra-mestre
Pra poder cantar a bessa
Dia vinte de janeiro
Eles dão uma festinha
Com viola, violeiro
Desafio e ladainha
Ô de casa, ô de fora…
compositor: Martinho da Vila
Pela própria natureza
Ela é minha mulher
Tão pureza, tão fogosa
Um botão que virou rosa
Pra ser o meu bem me quer
Beija, me beija, me beija
Não é Amelia mas lava roupa
Seca louça e me dá banho
Enxágua, me enxuga, mas se vende caro
Pois não é “preta de ganho”
Me come, se acaba, inda diz
Ora veja
Me beija, me beija, me beija, me beija
Beija, me beija, me beija…
compositores: Zé Catimba / Martinho da Vila
Aqui não tem areia
Areia só tem no mar
Chora nenem
Seu amor vai lher deixar
Oi deixa chorar
Pobre é quem nasceu sem sorte
Na maré do camarão
Quanto mais carinho faz
Mais recebe ingratidão
Oi deixa chorar
Aqui não tem areia…
Em Aguada no Sergipe
Vi cantar e vi chorar
Eram dois amantes juntos
Com pena de se partar
Ci, deixa chorar
Sinhá é hoje
Que a paia da cana voa
Sinhá é hoje
Que ela tem que avoar
Se lá no canavial
Ouvir um grito de dor
E depois uns choramingos
Foi a paia que voou
Sinhá é hoje…
Eu nasci com muita sorte
Na maré do caranguejo
Quanto mais amor eu faço
Mais aumenta o meu desejo
Quero ver queimar carvão
Quero ver carvão queimar
Quero ver queimar carvão
E a poeira levantar
O fogo quando se apaga
Na cinza deixa o calor
Meu coração tá quentinho
Porque é namorador
Quero ver queimar carvão…
Meu fogo quando se acende
No inverno faz calor
Seu coração é de outro
E eu não sei de quem eu sou
Quero ver queimar carvão…
Adaptação de Martinho da Vila
O menino levado que está cevando
Cuidado com a roda
Nós estamos ainda no inverno
Não é tempo ainda de poda
O engenho de farinha
Quando está coberto de muita poeira
É sinal que neste ano
Vai fugir muita moça solteira
Ô raparinga bonita
Que brinca na praia com cabelo molhado
Que olha pra mim com olho azulado
Fuja comigo pra longe daqui
Vem andar pelai
Levitando na praia pela madrugada
Com sol ou com chuva, com a roupa molhada
Eu levo a viola pra gente cantar
O meu boi vadiou
Quem mandou vadiar
O meu boi vadiou
Quando eu estava com a rede
Pescando no mar
compositor: Alissou A. Motta
Eu vos peço ó Antonio
Em suas trezenas queridas
Que nos lance vossas bençãos
Durante nossa vida
Sabiá cantou na mata
Tem mandioca
Lá na casa de farinha
É farinheiro
Tenho que ir
Santo Antonio padroeiro
No rosário de sua trezena
(Ai meu Deus)
Vorto do meio prá trás
(Ai, ai, ai)
Mas vosmicê tem ciência
(Meu Senhor)
Que isso não me apraz
Plantei cará, cortei cana
Fiz colheita de café
Penerei fubá de milho
Pro cuscuz do coroné
Mas ele não quer que eu largue
O cabo dessa culé
Sabiá cantou na mata…
Nesta sua grande freguesia
(Meu Senhor)
Onde Antonio Conselheiro
(Rezador)
Milagreiro de Canudos (Ai meu Deus)
Rezou bem um terço inteiro
Meu Divino Santo Antonio
Um carro de boi eu fiz
Pra trazer Mestre Patricio
Da feira dos caxixis
Barranqueiro com carranca
Mas seu coroné não quis
Sabiá cantou na mata…
Adeus, adeus, adeus
Adeus meu Santo Antonio
Adeus, adeus, adeus
Adeus, até para o ano
compositor: Roque Ferreira