Amo, amo, amo e acho pouco
E esse jeito de amar me alucina
Quero me perder e me achar
Me proteger e me guardar
Nos braços dessa menina
Eu sei que tu tens medo, morena
Que teu coração
Dê um mergulho fundo, morena
Num mar de ilusão
Mas eu sonhei pra gente sonhos lindos
Ser teu ator e seres minha atriz
Ser teu cantor e seres minha estrela
Vagando livre como sempre quis
Me embriaguei com o teu semblante negro
E estou sonhando há muitos carnavais
Ser teu amante teu irmão amigo
Num laço forte que não se desfaz
Oh! menina
Oh! menina, tu serás
Meu céu, meu ar, meu mar
Meu mel, meu mundo
Um sonho de ternura e paz
Amo, amo, amo e acho pouco
E esse jeito de amar me alucina
Quero me perder e me achar
Me proteger e me guardar
Nos braços dessa menina
Eu sei que tu tens medo, morena
Que teu coração
Dê um mergulho fundo, morena
Num mar de ilusão
Mas eu sonhei pra gente sonhos lindos
Ser teu ator e seres minha atriz
Ser teu cantor e seres minha estrela
Vagando livre como sempre quis
Me embriaguei com o teu semblante negro
E estou sonhando há muitos carnavais
Ser teu amante teu irmão amigo
Num laço forte que não se desfaz
Oh! menina
Oh! menina, tu serás
Meu céu, meu ar, meu mar
Meu mel, meu mundo
Um sonho de ternura e paz
compositores: Martinho da Vila / Zé Catimba / Flavinho
Mulher brasileira
Que vai no mercado
E pechincha na feira
Mulher brasileira, mulher brasileira
A bem sucedida
E a que está mal de vida
Sem eira nem beira
Mulher brasileira, mulher brasileira
Mulher brasileira
Cidadã brasileira
Ela é delegada
Ela é deputada
Prefeita e juíza
Uma boa mulher
Com um grande ideal
É o que a gente precisa
Sempre foi retaguarda
Mas vai pra vanguarda
De modo viril
E é a esperança
No futuro do Brasil
Fiz amor com ternura
Com uma doçura
De fêmea guerreira
Pra você fiz um samba
Cidadã brasileira
compositor: Martinho da Vila
Vem cá amor
Vem depressa olhar
Uma onda grande
Que vem lá do mar
E lá no céu
Uma lua nua
Ilumina o campo
Ilumina a rua
É você que é minha energia
Meu cantar de galo
Minha poesia
Meu entardecer
Minha estrela matutina
Pra você eu juro
Pela luz divina
Mesmo o que eu não vejo
Sonho te ofertar
As belezas além do céu
As riquezas do fundo do mar
As batidas do meu coração
O meu som, minha luz, meu cenário
E aquele mundão de estrelas
Que eu vejo lá do planetário
Vem cá amor
Vem depressa olhar
Uma onda grande
Que vem lá do mar
E lá no céu
Uma lua nua
Ilumina o campo
Ilumina a rua
É você que é minha energia
Meu cantar de galo
Minha poesia
Meu entardecer
Minha estrela matutina
Pra você eu juro
Pela luz divina
Mesmo o que eu não vejo
Sonho te ofertar
As belezas além do céu
As riquezas do fundo do mar
As batidas do meu coração
O meu som, minha luz, meu cenário
E aquele mundão de estrelas
Que eu vejo lá do planetário
compositores: Martinho da Vila / Beto Sem Braço
Vem cá mulher
Que este coco é da pesada
Arrastar pé
No bate coxa da moçada
Se você quiser
Nós vamos pra outra jogada
Mas não levo fé
No taco da rapaziada
Este meu coco
Parece com embolada
Mas dá pra dançar lambada
E também pra forrozar
Lambadeando tiro coco na morena
Na gordinha e na pequena
Meu negócio é sarrear
Peço licença aos cantadores do nordeste
Pra cantar este meu coco
Que é coco da vida
Da vida longa, vida mole, vida dura
Vida clara, vida escura
Colorida e furta-cor
Sem mais delongas
Vou falar da minha lida
Namorei mulher da vida
E vivi um grande amor
compositor: Martinho da Vila
Mô
Vem dar vida a quem te ama
Mô
Me beija todo e me gama
Me ama mô
Gamação tensão tão boa
Com amor melhor que paz
Vida fica com mais vida
E a tristeza se retrai
Me ama
Meu amor quando me beija
Tem gosto de quero mais
Sou bebê querendo mãe
Mãezinha querendo pai
Me ama
Quero ser seu grande amor
Pra você minha paixão
Me deixar todo gamado
De cabeça e coração
Me ama
Me ama
Me chama
Reclama
Me ama
Me gama
Me inflama
Me queima com a sua chama
compositores: Martinho da Vila / Zé Catimba
Vida vida
É tão difícil viver
Sambar samba
Também um modo de ser
E viver
Num apartamento na colina
Desconforto de um barracão
Um mensageiro em cada esquina
Com a rapidez de um avião
Enquanto a minha voz fizer-se ouvida
Vou deixar fluir minha emoção
E o tudo ou nada
Que eu sei da vida
Vou cantarolando na canção
Meu quinhão
compositores: Martinho da Vila / Luiz Carlos da Vila
compositor: Martinho da Vila
Viver
Fazendo o bem
Sorrie
E sem sofrer amar alguém
Ter amizade como criança
Felicidade
Encontrar na esperança
Vamos viver
Sentindo a vida
Amar amar
E não pensar em despedida
E o tudo ou nada
Que eu sei da vida
Vou cantarolando
Na canção
É tempo de me ver
Porque já estou com fome
Também já tenho sede
E já nem solto os ais
Estou como os animais
Sem raciocinar
Mas não sou cão sem dono
E nem um rei sem trono
É hora de você pintar
Quanto mais você demorar na chegada
Mais riscos vou ter que correr
Ninguém pode sobreviver sem pão
Quero lhe beber como cerva gelada
Berrar como vaca malhada
Picada no pasto e em convulsão
Depois então carpir
O choro do amor
E sem me recompor
Dormir
compositor: Martinho da Vila
Vem, vem viver
Reensinar, reaprender
Vai ser emocionante
Antes, depois e durante
Coração volta a bater
Me curei
Estou com alta curada
Nem me lembro se sofri
Botei pesos na balança
Pensei bem e me rendi
Só o amor é que importa realmente
Os bons momentos nós podemos reviver
O ciúme que matava acabou de falecer
Bem no fundo dos seus olhos
Bem no fundo dos seus olhos
Vejo o que eu sempre quis
Cortei essa de juiz
Seu amor me faz criança
Carregado de esperança
Vou cantar e ser feliz
compositores: Zé Catimba / Martinho da Vila
Se te falam de amor e de ilusões
E se te oferecem céus e Terra
Se lembrares de mim não me menciones
Que é pra não magoar teu bem amado
Se quiserem saber do teu passado
É preciso dizer uma mentira
Diz que o nosso amor foi apagado
Diz não se recordar
Que não podes lembrar
De um flerte passado
Eu lembrarei desse amor
Como um sonho dourado
Posso falar sem rancor
Dos motivos da dor
Sem ficar arrasado
Se quiserem saber do meu passado
É preciso dizer outra mentira
Que eu sempre vivi num mundo raro
De platônico amor
De bilhetes e flor
Só de beijos no claro
Aonde queiras andar
Teus sonhos serão dourados
Pra onde seja que eu vá
Meus sonhos serão dourados
Pra onde queiram que eu vá
Meus sonhos serão dourados
Pra onde que a gente vá
Os sonhos serão dourados
Pra onde que a gente vá
Os sonhos serão dourados
compositor: José Alfredo Jiménez / Versão: Martinho da Vila
Saí lá da cidade e fui morar na serra
Com a linda Mariana moça lá de fora
Um dia estranhei o carinho dela
E disse adeus Mariana que eu já vou embora
Gaúcha de verdade, de Quatro Costados
Usa chapéu grande, bombacha, espora
Mas eu que estava vendo um caso complicado
Disse adeus Mariana que eu já vou embora
Nem bem rompeu o dia me tirou da cama
Encilhou o tordilho saiu campo à fora eu fiquei danado e corri gritando
Volta Mariana que eu não vou embora
Ela não disse nada mas ficou cismando
Que era desta vez que eu daria o fora
Agarrou a soiteira, veio contra mim
Eu disse larga Mariana que eu não vou embora
Mas ela de zangada foi quebrando tudo
Agarrou a minha roupa jogou porta à fora
E eu aí peguei a trouxa e saí dizendo
Adeus Mariana que eu já vou embora
compositor: Pedro Raimundo
Meu homem
Dormi com saudades suas
E sonhei com a liberdade
Caminhando livremente
Como gente
Sob o sol de Joannesburgo
Sob o sol de Joannesburgo
Sob o sol de Joannesburgo
Meu homem
Passeamos pelo parque
Sem notar que existem brancos
E sem ver que haviam negros
Nos guetos
São irmãos brancos e pretos
Nos guetos
São irmãos brancos e pretos
Meu homem
No meu sonho nós dormimos
Abraçados nos amamos
Doces beijos ternos mimos
Doces beijos ternos mimos
Doces beijos ternos mimos
Meu homem
Fui sozinha pra Namíbia
E de lá fui pra Luanda
Com os artistas do “Amandla”
Nossos cambas
Pra cantar rezaz num Komba
E de lá fui pra Kizomba
Lá nas terras de Zumbi
Lá nas terras de Zumbi
Lá nas terras de Zumbi dos Palmares
Lá nas terras de Zumbi
Ai
Aí vi brancos e pretos
Me lembrei do “Apartheid”
E no meio da festança
Sem chorar me entristeci
Ai meu homem
Que vontade de chorar
Será quando que meus sonhos
Meu homem
Serão só doce sonhar
Meu homem
compositor: Martinho da Vila
Quando ela passa
Franzina, cheia de graça
Há sempre um ar de chalaça
No seu olhar feiticeiro
Lá vai Catita
Cada dia mais bonita
E o seu vestido de chita
Tem sempre um ar domingueiro
Passa ligeira, alegre, namoradeira
E a sorrir pra rua inteira
Vai semando ilusões
Quando ela passa
Vai vender limões à praça
E até lhe chamam por graça
A Rosinha dos Limões
Quando ela passa
Junto da minha janela
Meus olhos vão atrás dela
Até ver da rua o fim
Com ar gaiato
Ela caminha apressada
Rindo por tudo e por nada
E às vezes sorri pra mim
Quando ela passa
Apregoando os limões
A sós com os meus botões
No vão da minha janela
Fico pensando
Que qualquer dia por graça
Vou comprar limões à praça
E depois caso com ela
compositor: Arthur Ribeiro