‘Ópera Negra’ simula a representação de uma ópera no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em dia de casa cheia. Divide-se em três atos e um epílogo. O primeiro é uma louvação à raça, com a apresentação de negros que são personagens da história brasileira, como Cruz e Sousa, Lima Barreto, Luís Gama, João Clapp, André Rebouças, Zumbi dos Palmares, e outros. Os dois atos seguintes contam a história de um jovem que se torna bandido, e não consegue mais se libertar. Mesmo regenerado, a sociedade não o aceita.
“Sofri muito ao escrever este Ópera Negra, livro de ficção. O próximo passo é musicar, o que será trabalhoso mas bem possível, se tiver ajuda de um maestro experiente que abrace a idéia. A música está sempre na cuca, e uma ópera não é um bicho-de-sete-cabeças: é um sonho, feio e belo”.
(Martinho da Vila)

