Na segunda-feira eu não vou trabalhar
É, é, é a
Na terça-feira não vou pra poder descansar
É, é, é a
Na quarta preciso me recuperar
É, é, é a
Na quinta eu acordo meio-dia, não dá
É, é, é a
Na sexta viajo pra veranear
É, é, é a
No sábado vou pra mangueira sambar
É, é, é a
Domingo é descanso e eu não vou mesmo lá
É, é, é a
Mas todo fim de mês chego devagar
É, é, é a
Porque é pagamento eu não posso faltar
É, é, é a
E quando chega o fim do ano
Vou minhas férias buscar
E quero o décimo-terceiro
Pro natal incrementar
Na segunda-feira não vou trabalhar
É, é, é a
É, é, é a
Eu não sei por quê tenho que trabalhar
Se tem gente ganhando de papo pro ar
Eu não vou, eu não vou
Eu não vou trabalhar
Eu só vou, eu só vou
Se o salário aumentar
É, é, é a
É, é, é a
A minha formação não é de marajá
Minha mãe me ensinou foi colher e plantar
Eu não vou, eu não vou
Eu não vou trabalhar
Eu só vou, eu só vou
Se o salário aumentar
É, é, é a
É, é, é a
Tô cansado…
compositor: Darcy da Mangueira
Meu Deus
O grande criador adoeceu
Porque a sua geração já se perdeu
Quando acaba a criação
Desaparece o criador
Pra salvar a geração
Só esperança e muito amor
Então foram abertos os caminhos
E a inocência entrou no templo da criação
Lá os guias protetores do planeta
Colocaram o futuro em suas mãos
E através dos Orixás se encontraram
Com o Deus dos deuses – Olorum
E viram
Viram como foi criado o mundo
Se encantaram com a mãe natureza
Descobrindo o próprio corpo compreenderam
Que a função do homem é evoluir
Conheceram os valores do trabalho e do amor
E a importância da justiça
Sete águas revelaram em sete cores
Que a beleza é a missão de todo artista
Gbala é resgatar, salvar
E a criança é a esperança de Oxalá
Gbala, resgatar, salvar
A criança é a esperança de Oxalá
Vamos sonhar
compositor: Martinho da Vila
Eu vou pra ali, eu vou pra lá, vou pra acolá
Com pandeiro e cavaquinho
Sempre a me acompanhar
Eu vou sorrindo, vou transando, vou vivendo
Trabalhando vou levando
Ninguém sabe como eu vou
Eu vou deixando todo mundo me levar
Desde que seja pro lugar que eu quero ir
Eu vou me embora desta vida não sei quando
Mesmo quando estou cantando
Ninguém sabe como estou
Vida de artista
É tão instável
Hotel, estrada
E avião
Mas é do povo que vem a minha energia
E é pra ele que eu me dou de coração
O sofrimento desse povo me atormenta
Mas sofrendo eu vou cantando
Porque é minha missão
compositores: Alceu Maia / Martinho da Vila
Por causa de um cheiro de amor
Quase perdi a minha mulher
Tentação chegou de saia curta
Com jeito de moça fogosa
Os seios pulando saindo da blusa
Queimada, bonita e cheirosa
Na boca um mel daquele que lambuza
Meti logo a minha colher
Aí minha preta chegou
Fez o maior carnaval
Eu todo atrapalhado
Na maior cara de pau
Lhe disse que não trocaria
Seu cheiro de rosa por cravo ou canela
E que só queria casar um pouquinho com ela
E que só queria casar um pouquinho com ela
Aí minha nega ficou puta
Me pegou pelos fundilhos
Tive que sair daquela
Botei meu rabinho entre as pernas
Me entreguei como um fedelho
Pois não sei viver sem ela
compositores: Rildo Hora/Martinho da Vila
Pra chegar onde cheguei
Nesta vida de pião
De pião, como eu dancei
Nas cordas bambas da ilusão
Pra chegar onde eu cheguei
Nesta vida de peão
De peão, me equilibrei
Na corda bamba desta paixão
Não sou sarapa
Nem você é minha machadinha
Estamos na mesma linha
No jogo da sedução
Não bobeei, eu sei
Mas bambeei, dancei
Quando eu falei
Que estava perdido na sua mão
Você chorou
Chorou, chorei
De emoção chorou, chorei
Chorou, chorei
Chorando amor
Jurei
Sou seu peão amor, sou seu pião
Sou seu peão amor, sou seu pião
E não quero sair da sua fieira
Jurei ser fiel a vida inteira
Como um cão de guarda do seu coração
Mas eu gierei
Zunindo, zunindo
E fui bambeando e me entreguei
Mas eu girei
Mas eu cheguei
compositores: Martinho da Vila / Beto sem Braço
“Aí gente boa. A camisinha não foi inventada por causa daquele problema. É um preservativo. O barato é não ter grilo e se prevenir.”
Eh! Gente boa
A onda agora é namorar de camisinha
E pra ser “sangue bom”
Não pode se picar
Tem que se precaver
Pra ter “aquela relação”
Devemos dar as mãos
A quem tá na pior
Trocar beijinhos
Abraçar
A tal camisinha é tão bonitinha
E não dá barriguinha
Os ricos e pobres conscientizados
Se orgulham de usar
Numa boa
Vamos juntos
Nesta luta
Pela vida com amor
“Alô, sangue bom. Temos que ser solidários com o irmãozinho que tá caído. Nada de preconceito, a solidariedade pode prolongar a vida. Não se entrega não meu irmão. Viva…
Ao se proteger, você estará também protegendo a quem lhe ama. E isto é um ato de amor. Vamos juntos”
Vamos juntos
Nesta luta
Contra a AIDS
Pelo amor
compositor: Martinho da Vila
Eu só sei que você é meu grande amor
Você sabe que talvez eu seja o seu
Mesmo assim a gente está sempre tão só
E ninguém entende a nossa relação
Platonismo que o medo construiu
O medo de se dar, não sei por quê
Pelo telefone
Somos tão amantes
Perto a gente sempre se retrai
Lábios que se querem
Nunca se encontraram
Quando acontecer serei feliz
Eu só sei que você é meu grande amor
Você sabe que o seu sou eu quem sou
Mesmo assim a gente não tá na melhor
E ninguém entende a nossa relação
Platonismo que nos deixa assim tão só
Com medo de entregar o coração
Quando estamos longe
Ligamos saudosos
Perto a gente nem sabe o que diz
Lábios sequiosos
Nunca se tocaram
Quando acontecer vou ser feliz
compositores: Martinho da Vila / Mart`Nália
Lá vou eu
Procurando pra ser meu
Não sou eu
Quem procura o que o tempo perdeu
Não vou passar
Nos caminhos onde andei
Encontrando novo encanto
Então eu me encontrarei
Solidão me dá um desespero
Faltando tempero
Alegria não há
Quanto mais aos amigos me apego
Não consigo meu ego encontrar
Não sei viver sem carinho
No mundo sozinho não posso ficar
Sei que eu fui muito amado
Mas ao meu passado não quero voltar
Lá vou eu…
Quanto mais aos amigos me apego
Não consigo meu ego encontrar
Solidão me dá um desespero
Faltando tempero
Alegria não há
Sei que eu fui muito amado
Mas ao meu passado não posso voltar
Não sei viver sem carinho
No mundo sozinho é que não vou ficar
compositores: Argemiro da Portela / Martinho da Vila
Pega no pandeiro
Que já tem partideiro
Esperando a hora de versar
Outro acende o fogareiro
Um capricha no tempero
Eu só toco meu pandeiro devagar
Chega pra mulata
Sem muita cascata
Que ela pode até colaborar
Vê primeiro como é
Se sabe dizer no pé
Ou se tem ginga no seu bambolear
Mas pra entender a moça
Se quer bom conselho ouça
Eu só toco meu pandeiro devagar
A mulata é bela
Bem mais que aquela
Já tava na hora de transar
Tem lá seus defeitos
Mas merece respeito
Todo mundo tem que respeitar
E o novo partideiro
Que pegar nosso pandeiro
Por favor me faça acreditar
Na paz do verde-amarelo
Num futuro azul mais belo
Em que o branco vai de black tie
Vai, vai, vai, vai
Vai de black, vai
Vai, vai, vai, vai
Vai de black, vai
Vai, vai, vai, vai
Vai de black, vai
compositores: Martinho da Vila / Zeca Pagodinho
As rezadeiras usam
Águas da chuva e do rio
Curam as dores do corpo
Cisco no olho, espinhela caída
As benzedeiras vão
Com fé na oração
Curando nossas feridas
Como obaluaê
As rezadeiras quebram
Quebranto, mal olhado
Males que vem dos ares
Nervos torcidos, ventres virados
As benzedeiras são
As estrelas das manhãs
As nossas anciãs
Nanás buruguêis
Afastam a inveja
E o mal olhado
Com suas forças
Com suas crenças
Com suas mentes sãs
As rezadeiras são
As nossas guardiãs
Por dias, noites, manhãs
Nanás
Estaca canção é uma oração
Para as benzedeiras
Do coração mando este som
Para as rezadeiras
As rezadeiras são
As nossas guardiãs
Por dias, noites, manhãs
Nanás
compositores: Rosinha de Valença / Martinho da Vila
A fúria das águas da paixão
Pegou de surpresa o meu viver
Faz um vendaval na ilusão
E redemoinho em meu querer
Preciso de um ombro pra chorar
Falar deste caso de amor
Dizer como a dor se fez razão
Na entrega da alma e coração
Sangrando ainda demais
A paz tão longe de mim
Sem um pedaço do céu
Prá me abrigar
Quem dera um facho de luz
Pra clarear o meu ser
Abrir a porta do fim
Do meu sofrer
compositores: Nelson Rufino / Roberto Serrão
Alô Noel
Eu vou cantando o meu samba
E fazendo na vida meu melhor papel
Bem feliz eu sonho
Ter uma vida tranqüila
E morar numa vila
Em Vila Isabel
Pode ser em qualquer rua
Ou na Praça Barão de Drumond
E até mesmo num barraco
Naquele macaco do meu coração
Na Teodoro da Silva
Lá nas Torres Homem ou na Souza Franco
Mas a Vinte e Oito é que é o biscoito
Pra ir pra Maraca caminhando a pé
Desfilar de azul e branco
E beber na Visconde de Abaeté
compositores: Claudio Jorge / Martinho da Vila
Ô, ô, ô, ô
Vascooo!
O timão da cruz de malta
Barbosa
Augusto
Rafanelli
Ely
Danilo
Jorge
Sabará
Maneca
Ademir
Ipojucan
Chico
Vascooo!
Ô, ô, ô, ô
Brito
Coronel
Tita
Alcir capitão
Beline
Friaca
Jorginho Carvoeiro
Roberto Dinamite
Vavá
Moisés
É campeão
É campeão
É campeão
Ô, ô, ô, ô
Flávio Costa e Santana Macumbeiro
compositor: Martinho da Vila